Paróquia de Cristo Rei

Uma Paróquia Jesuíta a Serviço da Comunidade

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Educação do afeto PDF Imprimir E-mail
Postado por Consuêlda   
Qui, 17 de Maio de 2012 21:14

alt   A educação deve se basear no afeto e requerer confiança entre educador e educando.

“O que nos move não são os nossos pés, mas nossos afetos”. Santo Agostinho.

Como o nosso filho e aluno pode aprender a gostar de algo, se não lhe for proporcionada uma vivência, uma experiência de contato com esse ideal para o qual queremos educar?

Considerando a educação como o progressivo e continuado lapidar a alma humana, desentranhando suas potencialidades, ela se torna a arte que passa, necessariamente, pelo afeto, por requerer a confiança entre educador e educando.

Inicialmente, a educação do afeto e das emoções precisa começar no seio familiar. A qualidade das relações que a criança e adolescente respira e vivencia na família é decisiva na orientação do seu afeto. Da mesma forma, a quantidade e a qualidade dos estímulos que a criança recebe tornam-se fundamentais na formação de sua personalidade. Da mesma forma, a natureza desses estímulos define desejos, aspirações e resistências.

Há muitas emoções e inclinações na alma humana que não são aceitáveis socialmente, uma vez que expressam a dimensão perversa da agressividade, ao mesmo tempo em que revelam individualismo, egocentrismo e busca desenfreada do princípio do prazer, incompatíveis com a vida em comunidade. Por isso, a presença dos pais deve atender a esse cuidado especial de canalizar as energias dos filhos para a qualidade das relações humanas. Infelizmente, a acentuada ausência dos pais nos anos iniciais da formação dos filhos deixa lacunas, que nenhuma instituição educativa supre, por melhor que seja.

A mediação dos pais na educação dos filhos costuma ser verificada em três direções: repressão, indiferença e diálogo. Entre a repressão autoritária das emoções dos filhos e a negligência ou indiferença dos pais está a arte da educação do afeto, através do diálogo transparente.

Entre as decorrências mais recorrentes, advindas da presença autoritária ou indiferente dos pais, estão os sentimentos de elevada ansiedade, de incompetência, que se traduzem no baixíssimo nível de aprendizado e de realizações e nos desvios comportamentais dos alunos, como atitudes de fechamento sobre si e de intolerância em relação aos demais. Formam-se pequenos ditadores.

Esses pequenos ditadores não acostumados aos limites da ética pública, do bem-comum, não se sentem afetados pela cultura da solidariedade, que lhes é insignificante. Fica muito mais difícil para a escola e os educadores do ensino básico proceder à necessária conversão afetiva para os princípios e valores da democracia participativa. De qualquer modo, não nos parece haver outro caminho mais indicado a não ser o de proporcionar vivências, situações que interpelem os alunos para a vivência de valores e formação de atitudes que demandam conversão afetiva.

Em contrapartida, outros trazem uma profunda vivência familiar de diálogo transparente, de colaboração, de respeito à alteridade que se traduz na afetiva e efetiva participação nos projetos sociais desenvolvidos pela comunidade educativa.

Em termos educativos, a visão ampliada de currículo integra a educação do afeto em suas dimensões intrapessoal e interpessoal, com a consciência de que a inteligência caminha de mãos dadas com o afeto. Por isso, a educação do afeto volta-se mais para o como pensar do que para o que pensar, uma vez que no horizonte e na forma de caminhar está o Estado Democrático de Direito.

Um processo verdadeiramente educativo é também marcado pela desconstrução, pela ruptura, pela descontinuidade, uma vez que é marcado pela promoção de um pensamento autônomo, critico e criativo. Assim, o cultural amadurecimento do educando solicitará a constante revisão e problematização de noções ou preconceitos herdados do senso comum. Dessa forma, educar para a progressiva maturidade afetiva revela-se condição necessária para a habilidade da resolução de problemas e de situações conflitivas.

Essa habilidade requer e manifesta saúde emocional e psíquica, lentamente gestada desde a infância, no seio familiar e na comunidade educativa mais ampla. Com efeito, qualquer pretensão de desenvolvimento humano saudável e sustentável necessita de sujeitos emocionalmente equilibrados, cognitivamente bem fundamentados e afetivamente vinculados ao bem-comum.

Aos educadores que manifestam compromisso com a educação da afetividade, na educação do desejo para o desejável, nossa estima e gratidão.

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Celito Meier Celito Meier é teólogo, filósofo e educador. É autor de diversos livros, especialmente, "A Educação à luz da Pedagogia de Jesus de Nazaré", ed. Paulinas; "Filosofia: por uma inteligência da complexidade", da PAX Editora; e a coleção "Educação para o Pensar: diálogos filosóficos", da PAX Editora, uma coleção de 36 livros de Filosofia para Ensino Fundamental.

Última atualização em Qui, 17 de Maio de 2012 21:17
 
Catequese Bento XVI - Oração Cartas de Paulo (1) PDF Imprimir E-mail
Postado por Consuêlda   
Qui, 17 de Maio de 2012 00:31

 


CATEQUESE
Praça de São Pedro
Vaticano

Quarta-feira, 16 de maio de 2012

 

Queridos irmãos e irmãs,

Nas últimas catequeses refletimos sobre a oração nos Atos dos Apóstolos, hoje gostaria de começar a falar sobre a oração nas cartas de São Paulo, o apóstolo dos gentios. Antes de tudo, queria fazer notar como as suas cartas sejam introduzidas e se fechem com expressões de oração: no início agradecimento e louvor, e no final, desejo de que a graça de Deus guie o caminho das comunidades as quais é endereçada a carta. Entre a fórmula de abertura: "agradeço o meu Deus por meio de JEsus Cristo" (Rm 1,8), e o desejo final: "a graça do Senhor Jesus esteja com todos vocÊs" (I Cor. 16,23), se desenvolvem os conteúdos das cartas do Apóstolo. Aquela de São Paulo é uma oração que se manifesta em uma grande riqueza de formas que vão desde o agradecimento à benção, do louvor ao pedido de intercessão, do hino à súplica: uma variedade de expressões que demonstra como a oração envolva e penetre todas as situações da vida, sejam aquelas pessoais, sejam aquelas das comunidade às quais se dirige.

Um primeiro elemento que o apóstolo quer nos fazer compreender é que a oração não deve ser vista como uma simples obra boa feita por nós para Deus, uma ação nossa. É, antes de tudo, um dom, fruto da presença viva, vivificante do Pai e de Jesus Cristo em nós. Na carta aos Romnanos, escreve: "Do mesmo modo, o Espírito Santo vem em auxílio à nossa fraqueza: não sabemos, de fato, como rezar em modo conveniente, mas o Espírito mesmo intercede com gemidos inefáveis (8,26). E sabemos como é verdadeiro o que diz o Apóstolo: "Não sabemos como rezar em modo conveniente". Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entre em verdadeiro diálogo. O apóstolo diz: exatamente essa falta de palavas, essa ausência de palavras, e também o desejo de entrar em contato com Deus, é a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva, interpreta diante de Deus. Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer.

Na oração nós experimentamos, mais que em outras dimensões da existência, a nossa fraqueza, a nossa pobreza, o nosso ser criaturas, porque somos colocados diante da Onipotência e da transcendência de Deus. E quanto mais progredimos na escuta e no diálogo com Deus, para que a oração se torne o respiro cotidiano da nossa alma, mais percebemos a dimensão do nosso limite, não somente diante das situações concretas de cada dia, mas também em relação ao próprio relacionamento com o Senhor. Cresce então em nós, a necessidade de confiar, de confiarmo-nos sempre mais a Ele; compreendemos que "não sabemos...como rezar de modo conveniente" (Rom 8,26). E é o Espírito Santo que ajuda a nossa incapacidade, ilumina a nossa mente e esquenta o nosso coração, guiando o nosso dirigir-se a Deus. Para São Paulo, a oração é, sobretudo, o agir do Espírito Santo na nossa humanidade, que se encarrega da nossa fraqueza e transforma-nos de homens ligados às realidades materiais em homem espirituais. Na primeira Carta aos Coríntios diz: "Agora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus para conhecer aquilo que Deus nos deu. Desta nós falamos, com palavras não sugeridas pela sabedoria humana, mas sim, ensinadas pelo Espírito, exprimindo coisas espirituais em termos espirituais" (2,2-12). Com o seu habitar na nossa fragilidade humana, o Espírito Santo nos transforma, intercede por nós, nos conduz às alturas de Deus (Rom 8,26).

Com essa presença do Espírito Santo se realiza a nossa união a Cristo, já que se trata do Espírito do Filho de Deus, no qual nos tornamos filhos. São Paulo fala do Espírito de Cristo (Rom 8,9), não somente do Espírito de Deus. É obvio: se Cristo é o Filho de Deus, o seu Espírito é também Espírito de Deus e assim, se o Espírito de Deus, Espírito de Cristo, se torna já muito próximo a nós no Filho de Deus e no Filho do Homem, o Espírito de Deus se torna também espírito humano e nos toca; podemos entrar na comunhão do Espírito. É como se disesse que não somente Deus Pai se fez visível: na Encarnação do Filho, mas também o Espírito de Deus se manifesta na vida e na ação de Jesus, de Jesus Cristo, que viveu, foi crucificado, morreu e ressuscitou. O Apóstolo recorda que "ninguém pode dizer "Jesus é o Senhor", se não sob a ação do Espírito Santo" (I Cor 12,3). Portanto, o Espírito orienta o nosso coração a Jesus Cristo, de modo que não sejamos mais nós a viver, mas Cristo a viver em nós" (Gal 2,20). Nas suas Catequeses sobre os Sacramentos, refletindo sobre a Eucaristia, Santo Ambrósio afirma: "Quem se inebria do Espírito, está enraizado em Cristo" (5,3.17: PL 16, 450).

E gostaria agora de evidenciar três consequências da nossa vida cristã quando deixar operar em nós não o Espírito do mundo, mas o Espírito de Cristo como princípio interior de todo o nosso agir.

Antes de tudo, com a oração animada pelo Espírito, somos colocados em condição de abandonar e superar todo medo e escravidão, vivendo a autêntica liberdade dos filhos de Deus. Sem a oração que alimenta cada dia o nosso ser em Cristo, em uma intimidade que cresce progressivamente, nos encontramos na condição descrita por São Paulo na Carta aos Romanos: não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos (Rom 7,19). E esta é a expressão de alienação do ser humano, de destruição da nossa liberdade, para as circunstâncias do nosso ser para o pecado original: queremos o bem que não fazemos e fazemo aquilo que não queremos, o mal. O Apóstolo quer fazer entender que não é a nossa vontade a liberar-nos desta condições e nem mesmo a Lei, mas sim, o Espírito Santo. E já que, "onde está o Espírito do Senhor, está a liberdade" (II Cor 3,17), com a oração experimentamos a liberdade doada pelo Espírito: uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus. A liberdade do Espírito, continua São Paulo, não se identifica nunca com a libertinagem, nem com a possibilidade de fazer a escolha pelo mal, mas sim, com o fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, magnamidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio de si" (Gal 5,22). Esta é a verdadeira liberdade: poder realmente seguir o desejo do bem, da verdaeira alegria, da comunhão com Deus e não ser oprimido pelas circunstâncias que nos pedem outras direções.

Uma segunda consequência se verifica na nossa vida quando deixamos agir em nós o Espírito de Cristo é que o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na expectativa de participar também da sua glória (Rom 8,17). Muitas vezes, na nossa oração, pedimos a Deus de sermos liberados do mal físico e espiritual, e o fazemos com grande confiança. Todavia, frequentemente temos a impressão de não sermos ouvidos e então caímos no risco de nos desencorajarmos e de não perseverar. Na realidade, não existe grito humano que não escutado por Deus e exatamente na oração constante e fiel, compreendemos com São Paulo que os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura que será revelada em nós (Rom 8,18). A oração não nos isenta da prova ou dos sofrimentos, mas - diz São Paulo - nós gememos interiormente esperando a adoração de filhos, a redenção do nosso corpo" (Rom 8,26); ele diz que a oração não nos isenta do sofrimento, mas a oração nos permite vivê-lo e enfrentá-lo com uma força nova, com a mesma confiança de Jesus, o qual - segundo a carta aos hebreus - "nos dias da sua vida terrana ofereceu orações e súplicas com fortes gritos e lágrimas, a Deus que podia savá-lo da morte e, pelo seu pleno abandono, foi ouvido" (5,7). A resposta de Deus Pai ao Filho, aos seus fortes gritos e lágrimas, não foi a libertação dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas foi uma realização muito maior, uma resposta muito mais profunda; através da cruz e da morte, Deus respondeu com a ressurreição do Filho, com a nova vida. A oração animada pelo Espírito Santo leva-nos também a viver cada dia o caminho da vida com suas provas e sofrimentos, na plena esperança, na confiança em Deus que responde como respondeu a seu Filho.

E, terceiro, a oração do fiel se abre também às dimensões da humanidade e de toda a criação, tomando a ardente expectativa da criação, colocada em direção à revelação dos filhos de Deus (Rom 8,19). Isso significa que a oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros. Se torna intercessão pelos outros, e assim liberação de mim, canal de esperança para toda a criação, expressão daquele amor de Deus que foi derramos sobre os nosso corações por meio do Espírito que nos foi dado (Rom 5,5). E exatamente esse é um sinal de verdadeira oração, que não se encerra em nós mesmos, mas se abre aos outros e assim me libera, assim ajuda a redenção do mundo.

Queridos irmãos e irmãs, São Paulo nos ensina que na nossa oração devemos abrir-nos à presença do Espírito Santo, o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis, para levar-nos a aderir a Deus com todo o nosso coração e com todo o nosso ser. O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração "fraca", a luz da nossa oração "apagada", o fogo da nossa oração "árida", doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós, abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação " que geme e sofre as dores de parto" (Rom 8,22).

Obrigado!

 

Última atualização em Qui, 17 de Maio de 2012 00:32
 
Como surgiu a oração do Santo Rosário PDF Imprimir E-mail
Postado por Consuêlda   
Ter, 15 de Maio de 2012 14:48

alt   A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

A palavra Rosário significa 'Coroa de Rosas'. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.

O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal.

No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe.

A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário.

A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados

Última atualização em Ter, 15 de Maio de 2012 14:51
 
Virgem Maria, nossa Mãe PDF Imprimir E-mail
Postado por Consuêlda   
Ter, 15 de Maio de 2012 14:41

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Ela nos conduz a Seu Filho Jesus Cristo, nossa salvação

No Brasil, o mês de maio é conhecido como o mês das mães e como o mês das noivas. E por que este costume de comemorar o Dia das Mães neste mês? E por que muitas noivas preferem se casar nessa época? Certamente, um dos motivos é o grande apreço, a admiração e o respeito que os cristãos têm por Nossa Senhora. Comemorar o Dia das Mães no mês de maio, considerado como o mês de Maria, é honrar a Mãe de Deus e, ao mesmo tempo, honrar todas as mães. Casar-se neste mês é prestar uma homenagem a Virgem Maria, que é modelo para todas as mães, e o primeiro passo para realizar o sonho de todas as noivas de ser mãe.

Uma das razões de maio ter se tornado um mês mariano deve-se à primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, no dia 13 de maio de 1917. Entre outras coisas, a Santíssima Virgem disse aos Três Pastorinhos que rezassem muitos terços, principalmente pela paz no mundo e pelo fim da Primeira Guerra Mundial. A Virgem também pediu que os cristãos se consagrassem ao seu Imaculado Coração. Dessa forma, a devoção e a consagração a Virgem Maria têm, no mês de maio, um tempo de espiritualidade profunda e cara entre os católicos.

 Outro fato marcante celebrado neste mês, pela Igreja, é a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, instituída pelo Papa Pio VII. Depois de ter sido tirado à força de Roma por soldados franceses em 1809, pediu o auxílio de Maria quando estava no exílio e, contra todas as previsões, retornou à sede da Igreja Católica, em Roma, em 24 de maio de 1814. Dois anos depois, em 16 de setembro de 1816, o Pontífice instituiu essa festa no dia de seu retorno.

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora ganhou ainda mais força com as suas aparições em 1862, na cidade de Spoleto, na Itália. Estas marcaram o crescimento da devoção a Santíssima Virgem entre os católicos italianos. São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, é um grande propagador dessa devoção. O santo italiano, consagrado a Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria, construiu um santuário dedicado a ela, com o título de Auxiliadora dos cristãos, em Turim, na Itália. Ele consagrou a Maria todas as suas obras e também fundou a congregação as Filhas de Maria Auxiliadora, juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, como expressão viva de sua gratidão a Mãe de Deus.

Muitas outras histórias e testemunhos da devoção e do amor dos fiéis a Virgem Maria poderiam ser contados, pois, a devoção e a consagração a Maria se confundem com a história de Cristo e da Igreja. Ainda hoje, Nossa Senhora é auxílio dos cristãos e muitos recorrem a ela em suas necessidades.

Outros vão até os grandes santuários dedicados a Maria Santíssima para agradecer as graças recebidas. Cresce, cada vez mais, o exército dos escravos de amor da Virgem, que lhe oferecem orações, jejuns e penitências.

A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, é aquela que pisa na cabeça da serpente e nos conduz a Seu Filho Jesus Cristo, que é a nossa Salvação.

Última atualização em Ter, 15 de Maio de 2012 14:44
 


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